
A novidade no processo foi uma juntada de documentação protocolada no TRE pelo Vereador Claudinho Viana na tarde desta terça-feira (26), horas após a inclusão do processo na pauta para julgamento. O blog não teve acesso a esses documentos, e , agora é aguardar essa decisão em segunda instância, que, independente do resultado, ainda caberá recurso ao TSE. O relator do processo é o Desembargador Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz. O mesmo que em 30 de agosto de 2010 negou uma liminar para que Fabinho respondesse ao processo no cargo.
O julgamento é muito aguardado nos bastidores da política sanfranciscana. Afinal, apesar de estarem no mesmo partido, Fabinho do Estaleiro e Claudinho Viana apoiaram candidaturas a prefeito diferentes, e, na Câmara também se mostraram diferentes. Fabinho ocupava a bancada governista; enquanto Claudinho, desde que assumiu o cargo em agosto de 2010, mostrou um perfil oposicionista ao prefeito Beto Azevedo. Na antiga composição, com Fabinho na Câmara, o executivo enfrentou turbulências moderadas. Na nova formação, durante o segundo semestre do ano passado, as turbulências foram mais severas.
Votações expressivas - O vereador Claudinho Viana estava como primeiro suplente do PSDB e assumiu a vaga com o afastamento de Fabinho. Ele foi o terceiro mais votado do partido nas eleições de 2008 com 1342 votos, Jarédio Azevedo teve 1345, enquanto Fabinho, o mais votado da legenda, alcançou 1461 votos.
A cassação - Fabinho teve seu mandato cassado pelo Juiz da Comarca de São Francisco, Leonardo Cajueiro D’Azevedo. Durante entrevista à Rádio São Francisco, em 11 de agosto de 2010, Fabinho contou que o caso envolveu o seu irmão, o ex-vereador Serginho do Estaleiro. “No dia da eleição o meu irmão foi pego fazendo uma aposta com o Felipe, e todos de Guaxindiba sabem que o Felipe gosta de fazer uma aposta. Isso não foi compra de voto”, disse Fabinho.
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