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sábado, 4 de abril de 2015

Atraso nas obras da Ponte da Integração impede inauguração no prazo


Em junho deste ano completa um ano do lançamento da obra. Estimada para ser concluída em 12 meses, dificilmente será entregue no período estabelecido pelo Governo do Rio de Janeiro.

As obras da Ponte da Integração, que ligará São João da Barra a São Francisco de Itabapoana seguem em ritmo muito lento. Pelo cenário no canteiro de obras e pelo que já foi feito até o momento, as obras vão completar um ano do lançamento pelo governador Luiz Fernando Pezão, no próximo dia 7 de junho de 2015, sem um pilar sequer construindo no meio do Rio Paraíba do Sul.

O que foi construído até o momento consta de alguns pilares e uma plataforma para base do tabuleiro de concreto na cabeceira da ponte do lado de São João da Barra. É uma obra que cabe ao DER-RJ a execução, gerenciamento e fiscalização. A empresa contratada é a PREMAG.

A ponte da Integração é uma obra de 1.344 metros de comprimento com 16,20 m de largura, um empreendimento da ordem de R$105 milhões. “É um desafio para nós do DER. O prazo previsto de entrega é de um ano e prometemos cumprir”, disse na solenidade de inauguração o então presidente da Fundação DER-RJ, Henrique Alberto.

O Blog esteve nos dois lados dos canteiros de obra, nas duas cabeceiras da ponte e constatou que ainda falta muito para que a obra seja concluída.   

Também na ocasião o governador Pezão fez questão de ressaltar o seu orgulho e satisfação de tirar do papel esta importante obra, e, olhando, apontando para a Rodovia afirmava: “Já chegaram vigas, a obra já começou”.

Na verdade começou, mas não será inaugurada como o previsto.

Num espaço alugado pela PREMAG em Caetá (SJB), dezenas de vigas pré-moldadas em concreto estão no pátio da empresa, à espera da fundação dos pilares que receberão os tabuleiros. Acontece que pelo que o Blog registrou em fotos, apenas duas travessas que receberão a carga do tabuleiro da ponte foram colocadas em quatro pilares.

Ainda no dia da inauguração, o diretor da PREMAG, Stélio Cardoso de Souza dava detalhes do empreendimento. “As peças são pré-fabricadas. Aqui no local são feitas as fundações da ponte para conexão dos pilares e travessas. A obra está começando, com data prevista de entrega para o dia 6 de junho de 2015”.

O engenheiro chefe do DER em Campos, Dr. Ivan do Amaral Figueiredo admite o ritmo lento do empreendimento. “As obras seguem em ritmo lento, mas não chegaram a parar. A partir desde mês de abril, há expectativa de aceleração do ritmo das obras”, diz.  No entanto, ninguém fala mais em prazo de conclusão.

Sem inauguração da ponte, até o momento as palavras do Padre Marcos Paulo Pinalli, da Paróquia de São João da Barra, último a falar no dia do lançamento da obra, continuam repercutindo na comunidade. Disse Pinalli na ocasião:

“Vamos recorrer a São Francisco de Paula e a Nossa Senhora da Penha, com todo respeito aos políticos, para que esta obra não se transforme em promessas que surgem em época eleitoral.  Não queremos ouvir desculpas depois”, disse.

Pelo jeito, não só o padre como todos os moradores de ambos os municípios vão ouvir muitas desculpas ainda.

Se esta obra não ficar só na promessa, tomara que não, esperamos que se cumpra a previsão do padre Pinalli, quando disse sobre o empreendimento. “Ponte é o contrário de muro. A ponte une e o progresso vai caminhar.  O mesmo vai acontecer aqui, não que um muro vai cair, mais uma ponte vai acontecer”, concluiu. Esperamos que sim. 

Relembre aqui o dia do lançamento da obra, com a presença de dezenas de políticos, inclusive do governador Pezão.


2 comentários:

rose melo disse...

Eu entendo que realmente é uma situação revoltando. Mas o Pezão assumiu o governo com o país entrando em uma crise financeira muito braba. Não adiantar cobrar do cara agora sendo que ele simplesmente não tem o que fazer.

Fernando Figueiredo de Araújo disse...

Quando se começa um empreendimento, seja público ou privado , é necessário que todos os recursos estejam separados só para aquilo. Começar algo, sem a previsão já no planejamento é erro primário de administração. Se não há todos os recursos, é bom nem começar.