sexta-feira, 15 de março de 2013

LLX e Wärtsilä assinam contrato para instalação de unidade industrial no Superporto do Açu



A LLX assinou ontem (14) contrato com a Wärtsilä Brasil Ltda. para instalação de uma planta de montagem e produção de Grupos Geradores e Propulsores Azimutal no Superporto do Açu. A unidade, que ocupará uma área de 29.300 m² no canal do TX2 (terminal onshore), também irá oferecer soluções e serviços nas áreas de energia e propulsão marítima. O contrato terá a duração de 30 anos, renováveis por mais 30 anos.

“A decisão da Wärtsilä de instalar sua primeira unidade industrial brasileira no Superporto do Açu, após décadas de atuação no Brasil, demonstra a atratividade do Superporto para grandes grupos lideres globais em seus segmentos. Esta escolha pelo Açu traduz a geração de valor criada entre suas vantagens competitivas e as sinergias de empresas do mesmo cluster para o desenvolvimento dos seus negócios no Brasil”, comentou Marcus Berto, Diretor Presidente da LLX.

Para o Presidente da Wärtsilä Brasil Ltda, Robson Campos, “a estratégia global da Wärtsilä é estar próxima do seu cliente. Este investimento fortalece nossa presença no Brasil para atender a crescente demanda pelos produtos e serviços da Wärtsilä, além de cumprir com a lei de conteúdo local”, afirma.

A Wärtsilä é uma empresa finlandesa, líder global no fornecimento de motores e prestação de serviços para navios e usinas termelétricas. Além disso, oferece equipamentos e soluções de energia para diversos tipos de embarcações e aplicações offshore. Com 18.887 funcionários, € 4,7 bilhões em vendas em 2012 e plantas industriais em mais de 70 países a Wärtsilä pretende investir € 20 milhões na unidade do Açu, com previsão de gerar aproximadamente 100 novos empregos. (Ascom LLX)


Sobre o Superporto do Açu
O Superporto do Açu está localizado em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento terá capacidade de movimentar até 350 milhões de toneladas de carga por ano, posicionando-se entre os maiores portos do mundo e configurando-se como maior empreendimento porto-indústria multimodal da América Latina. O Superporto conta com um terminal offshore (TX1) e um terminal onshore (TX2), que juntos poderão receber até 47 embarcações em seus 17 km de píer.

O TX1, estrutura offshore formada por ponte de acesso de 3 km, canal de acesso com 21 metros de profundidade, e posterior expansão para até 26 metros, quebra-mar e até nove berços de atracação. O terminal poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e até 1,2 milhão de barris de petróleo por dia (bpd), e poderá realizar transbordo, tancagem e blending, entre outros. A ponte e dois píeres para movimentação de minério de ferro, com profundidade de 21 metros, já estão concluídos.

O TX2 atenderá às demandas de carga e descarga das diversas indústrias do Complexo Industrial, com destaque para apoio offshore, indústrias flexíveis, ferro-gusa, escória e granito. O canal já conta com quase 5 km de extensão, 300 metros de largura e 12,5 metros de profundidade, chegando a 16 metros. Para a construção do quebra-mar serão utilizados 42 blocos de concreto construídos pelo Kugira, maior dique flutuante da Europa que está pela primeira vez no Brasil (seis já estão prontos e o restante já começou a ser produzido no Superporto do Açu).

O TX2 possuirá ainda uma área de 2 milhões de m² para a instalação de indústrias de apoio offshore e está qualificado para se tornar o mais importante polo de apoio para a indústria de petróleo e gás e apoio às operações offshore de E&P, sobretudo em função da localização próxima às bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.

Na retroárea do Superporto do Açu, está em andamento a instalação de um Complexo Industrial com 90 km2 que irá receber indústrias offshore, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, usinas siderúrgicas, polo metalmecânico, o maior estaleiro das Américas - em implantação pela OSX, o maior complexo de geração termoelétrica do Brasil - com 5.400MW da MPX, plantas de pelotização, cimenteiras, entre outros. A previsão é que o Complexo Industrial seja responsável pela atração de cerca de R$ 100 bilhões em investimentos para a região.


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